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Archive for the ‘Personagens’ Category

Escamas da Guerra: Os Espíritos Selvagens

abril 5, 2010 3 comentários

BEREN KELL’ADRINN
Elfo Druida (Primal Predator)
Por Pablo.

O mundo nunca foi um lugar seguro. Esse ensinamento, Beren sentiu na pele.

Estava às vésperas de atingir sua maturidade perante sua tribo quando a Mão Vermelha da Perdição caiu sobre o Vale Elsir.

Sua vila ficava nos arredores da cidade de Brindol; a menos de um dia de viagem da ajuda, mas não perto o suficiente.

A dizimação foi total. A aldeia não existe mais. Aqueles que sobreviveram se espalharam aos quatro ventos. Beren, deixado sem pai ou mãe, foi resgatado, por um idoso druida, das mãos da morte, no meio da floresta.

Sem ter para onde ir ou o que fazer, em estado de choque, foi assistido pelo ancião, que o criou e terminou sua educação: o ensinou sobre os Espíritos e como conversar com eles, como ouvi-los; o ensinou que não estava sozinho, mas uno com toda a natureza; o ensinou em especial sobre o funcionamento do mundo, sobre a teia vital que une cada ser vivo e sobre os perigos da vida em morte.

Não muitos anos depois, o velho morreu. Mas Beren já não era uma criança. Enterrou seu corpo e orou aos Espíritos pela purificação da alma de seu mentor, para que, desta forma, fosse possível seu retorno ao Fluxo Primordial, permanecendo no infindável ciclo da vida.

Beren viveu sozinho nos arredores de Brindol, sobrevivendo da natureza, em paz, até um fatídico evento. Há poucos dias, os Espíritos o avisaram, em sonho, sobre uma ameaça vindoura. No sonho, uma mão vermelha avançava sobre o Vale, deixando em chamas as florestas em seu caminho, em direção à Brindol.

Assim que a manhã cinzenta daquela noite levantou as cortinas da penumbra, Beren recolheu suas parcas posses e rumou para a cidade, onde espera ser de alguma valia contra o inimigo do Vale Elsir.




KHRULL MACHADO-DE-KORD
Meio-orc Bárbaro (Rageblood Vigor)
Por Charton.

No início de sua infância (se é que pode ser chamada assim) Khrull foi “seqüestrado” pelo seu pai Trughar Força-de-muitos, para aprender como ser um guerreiro orc e ajudar na pirataria.

Mas Khrull tinha também um lado humano florescendo dentro dele, e muitas vezes ele se perguntava o porque de tanta atrocidade, e se era realmente necessário tudo aquilo. Esse sentimento duvidoso, levou-o a exitar algumas vezes, para insatisfação de seu pai.

Humilhado por todos os Orcs que convivera por algum tempo, e inclusive por seu pai, Khrull foi deixado em terra, onde teve um árduo caminho de volta para casa.

Lá chegando, reencontrou sua mãe, que por motivos óbvios não o recebeu muito bem. Ele passou a ajuda-la na tenda de verduras na feira do vilarejo, mas sua presença intimidava naturalmente as pessoas e os negócios em conseqüência disso iam mal.

De primeiros olhares reprovativos, em seguida comentários inoportunos sobre seu lado Orc, a gota d’água veio quando sua mãe, incentivada pelo resto do vilarejo, colocou-o para fora de casa.

Nesse momento ele entendeu que não pertencia a nenhuma das raças, era Humano de mais pra ser um Orc, e Orc demais para ser um Humano.

Ele passou a viver sozinho na mata, tentando entender a inflexibilidade dos Orcs que por conseqüência disso agiam estupidamente, e a super-flexibilidade dos Humanos que por conta disso são vistos como frágeis e são desrespeitados.

O tempo passou, e o que parecia ser apenas mais um dia comum começou intrigantemente fora de rumo.

Um grito de socorro vindo em meio a mata da Floresta das Bruxas, Khrull foi averiguar do que se tratava pois estava ali por perto. Chegando próximo, deparou-se com uma carruagem atolada em um lamaçal. Ela estava emboscada por Goblinóides, que já haviam matado dois dos guardas. O último que sobrara estava ferido, mais mesmo assim tentava proteger uma mulher que estava na carruagem. Vendo aquela cena, Khrull investiu em direção ao grupo de Goblinóides, e com apenas um golpe, acompanhado de um urro, matou 3 dos Goblinóides e derrubou ferindo gravemente outros 2 deles. Embasbacados com a cena, os outros Globinóides fugiram em direção a mata. Khrull, visto que já havia ajudado, tomou-se a caminhar em direção a mata também, até ser interrompido pela mulher com um pedido de ajuda. Ela apresentou-se como Alyss e disse ser “algum tipo de mensageira”. Falou ter cortado caminho pela estrada abandonada da floresta, pois devia seguir viagem até a cidade de Brindol o mais rápido possível (coisa que pela estrada principal levaria dois dias a mais), onde levaria uma mensagem urgente de Vrath Keep, ao Conselheiro de Brindol. Compadecido com a situação da mulher, Khrull ofereceu-se para escolta-los até Brindol.

Lá chegando, Alyss foi a audiência com a tal autoridade, enquanto Khrull sabia um pouco mais a respeito da situação com Gorlan, o escudeiro sobrevivente da emboscada. Por ele Khrull ficou sabendo superficialmente de alguns problemas que estão ocorrendo nas redondezas.

Após a audiência, Alyss se dirige Khrull agradecendo por sua compaixão e diz já ter uma escolta reforçada para ir ao próximo destino, e que sua hospedagem na taverna da cidade pelo tempo que precisar, já foi garantida. Com um gesto visivelmente de coração, Alyss toma a mão de Khrull e a beija em um ar de gratidão. Então ela se vira e sai com sua guarda rumo aos portões da cidade.

Com o acontecido, Khrull começa a se questionar a possibilidade de ser diferente, e conseguir respeito por feitos como os da Floresta da Bruxas. E motivado por esse pensamento, está em busca de oportunidades. E o Reino de Brindol parece não deixar a desejar.




PIRLING VOZ-DE-AVANDRA
Meio-elfo Bardo (Virtue of Valor)
Por Dionatas Andreghetto.

Pirling nasceu em Brindol, e foi criado como uma criança humana comum pelo seu pai, um comerciante de poções chamado Fearil.

Quando não estava ajudando seu pai na loja, Pirling gastava seu tempo perambulando pela cidade, ouvindo histórias e aprendendo tudo o que podia com os menestréis que encontrava.

Sua mãe sempre foi um mistério para ele, e sempre que perguntava para seu pai, ouvia uma conversa fiada qualquer como resposta, e logo seu pai desconversava, mudando o assunto da conversa.

Pirling sempre teve um fascínio por viagens, e desde muito pequeno sonhava com uma vida repleta de ação e aventuras. Sentia como se sua casa não fosse de fato seu lar, e tinha um ímpeto aventureiro que nem mesmo ele entendia.

Quando mais jovem, para saciar esse desejo por viagens e aventuras, Pirling costumava perambular pelas fazendas nos arredores de Brindol. Certa vez, em uma dessas caminhadas, Pirling encontrou uma mochila velha e vazia abandonada na estrada. Qualquer pessoa comum não daria a menor atenção ao objeto, mas Pirling sentiu que aquilo era algo especial. Ele acreditava que aquilo era algum tipo de sinal ou mensagem, e que precisava descobrir o que era.

Partiu de volta para Brindol, e, após uma breve pesquisa na humilde biblioteca da cidade, descobriu algo intrigante: que Avandra, a deusa das viagens e aventuras, tem como símbolo uma mochila.

Isso acendeu em Pirling um senso de propósito, e ele percebeu que seu ímpeto aventureiro e sede por viagens não era uma mera vontade: era uma necessidade de sua alma, um impulso de Avandra que tentava guiá-lo para seu destino.

Porém, Pirling era jovem demais para deixar sua casa, e durante anos passou a ficar cada vez mais tempo nas ruas e tavernas, ouvindo contos e sagas contados pelos vários menestréis, sempre de passagem pela região. Aquilo fascinava Pirling, e toda noite ele ia dormir se imaginando no lugar dos grandes heróis das histórias que ouvia.

Durante essa época Pirling aprendeu a arte da trova, e também como tocar gaita de fole e alaúde (instrumentos que ele ainda está aprimorando sua técnica). Nesse período ele conheceu um gnomo chamado Gnobar, mestre das artes arcanas. Pirling ansiava por conhecimento, e as habilidades do gnomo o impressionavam. Ele pedia insistentemente ao gnomo que o ensinasse a fazer aqueles truques, mas o gnomo dizia que para fazer aquilo era necessário um dom natural, e não aprendizado. Mas Pirling não é do tipo de pessoa que aceita um “não” como resposta. Daquele dia em diante, e por todo o tempo que o gnomo ficou em Brindol, Pirling o examinava meticulosamente, tentando captar cada gesto do gnomo.

Foi assim que, durante uma bebedeira na taverna com seu amigo Gnobar, Pirling, ao se meter em uma confusão com um meio-orc irritado, desapareceu da vista de todos. E para a surpresa de Gnobar, Pirling provara que nada era impossível diante de sua engenhosidade. Mais uma vez, ele agradeceu a Avandra por aquele presente.

Agora, poucas semanas após atingir sua maioridade, Pirling está entediado, pronto para se meter em qualquer enrrascada que o leve a algum tipo de aventura.




REIVAX
Humano Warden (Earthstrength)
Por Daniel Coutinho.

Reivax (Xavier) foi um garoto comum de uma família de comerciantes. Era conhecido por seus familiares como um garoto bom e com afinidade pela natureza e animais, porém sua infância foi destruída pelos primeiros ataques da Mão Vermelha da Perdição.

Tornou-se órfão e vagou pelas ruínas das cidades derrotadas sobrevivendo e caminhando sem rumo. Sem perceber foi cada vez mais se afastando da civilização e indo mais e mais para dentro de áreas primitivas, até por fim se tornar um proscrito, um sobrevivente.

No começo de sua juventude ele era uma figura assustadora, às vezes confundido com algum selvagem por algumas caravanas que cruzava. Criou afinidade nessas terras intocadas pelo homem e, com o tempo, uma criatura que se auto-intitulava Espírito da Montanha tornou-se seu confidente e compartilhou com ele os segredos dos elementais. Agora ele era o protetor dessas terras e seu passado parecia um sonho ruim esquecido.

Mas com rumores do retorno da Mão Vermelha da Perdição, seu pesadelo voltou para assombrá-lo, mas ele já não é um garoto indefeso. É um Guardião, e, aqueles que uma vez já destruíram e corromperam, agora devem ser punidos com a fúria da terra.




Até,
Eduardo Casati
Admin da Toca do Dragão

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